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A campanha alerta para o combate à leucemia, tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue, conhecidos como leucócitos.

Ir ao oftalmologista com frequência não é bom apenas para quem quer cuidar da saúde dos olhos. Por meio de um exame ocular também é possível identificar diversas doenças e patologias como pressão alta, anemia, diabetes e até mesmo câncer. “Ao realizar um exame de fundo de olho, por exemplo, consigo avaliar artérias, veias e nervos. Diante de alguma suspeita, o paciente é encaminhado para uma avaliação mais específica”, explica o oftalmologista Fabrício Mourão Perino.

Neste mês acontece a campanha Fevereiro Laranja, que alerta sobre a leucemia, câncer que afeta os glóbulos brancos e que pode ser descoberto a partir de uma visita ao oftalmologista. A detecção pode ser feita por meio de
exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos e também pelo exame do fundo de olho. O procedimento é realizado de duas maneiras: sem dilatação pupilar, na qual apenas a parte central da retina é visualizada; ou com dilatação, de forma que é possível observar até as áreas periféricas da retina. É recomendável que o exame seja feito anualmente. No entanto, pessoas que possuem alto grau de miopia, diabetes, hipertensão arterial e histórico familiar de doenças oftalmológicas, precisam visitar o oftalmologista com maior frequência.

Leucemia
A leucemia é um câncer que ocorre na formação das células sanguíneas e que tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea. Existem mais de 12 tipos da doença e como os sintomas iniciais
são parecidos com patologias mais comuns do dia a dia, muitas pessoas deixam de procurar atendimento. Todos os anos, surgem quase 11 mil novos casos. Algumas manifestações da leucemia são: febre ou calafrios, fadiga e
fraqueza persistente, infecções frequentes ou graves, perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal, entre outros.

Como prevenir?
Na maior parte das vezes, os pacientes que desenvolvem leucemia não apresentam nenhum fator de risco conhecido que possa ser modificado. Por isso, a maioria dos casos não podem ser evitados. No entanto, o tabagismo se
correlaciona com aumento do risco de Leucemia Mieloide Aguda.

Tratamento
Dependendo do tipo de leucemia, o tratamento é feito com quimioterapia, medicamentos orais e, para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. Para se tornar um doador, é simples: basta ir a um banco de sangue público, fazer o cadastro e a coleta de uma amostra de sangue para realizar os testes genéticos. Depois disso, a pessoa pode ser chamada, dependendo da necessidade de um paciente pela compatibilidade do doador. É preciso, no entanto, manter o cadastro sempre atualizado. Para doar é necessário também ter boa saúde e entre 18 e 55 anos, no momento do cadastro. O voluntário pode ser chamado até os 60 anos. Pessoas com doenças infecciosas, como hepatite, chagas, HIV, sífilis e outros problemas como diabetes, câncer e doenças específicas do sangue, não podem se tornar doadores.

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